NÃO CHUTE O BALDE

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NÃO CHUTE O BALDE

“Faça isso, faça aquilo, não faça isso, não faça aquilo”, enfim, ser dirigido, receber ordens sobre o que fazer e o que não fazer é uma condição que ninguém gosta. Pior, quando as ordens são para a pessoa fazer o que não quer e não gosta, ou deixar de fazer o que gosta e está acostumado. Para cuidar de nossa saúde, vivemos essa realidade de ouvir instruções e o dilema de decidir entre o que preferimos e o que é saudável. Essas decisões, verdadeiramente, determinam a qualidade e a duração da nossa vida, assim, é preciso que, para com elas, tenhamos maior entendimento e exercitemos melhor reflexão. Como os hábitos de vida determinam nossa saúde, optar por fazer o que é saudável, em vez de somente atender nossos desejos, passa a ser uma questão de inteligência e bom-senso; sem dúvida, o melhor caminho. Porém, nossas limitações humanas impedem que tomemos as decisões certas, naturalmente, mas, sim, influenciados e atraídos pelos extremos de fazer o que é péssimo e o que é ideal. Nessa faixa ampla de opções precisamos nos situar.

A FORÇA DO MAL
Em qualquer circunstância, quando se trata de agredir o corpo, importam a intensidade, a duração e a frequência das agressões, para determinar os tipos e a gravidade das
consequências que virão.

SEMPRE OU ÀS VEZES
A frequência faz diferença. Uma coisa é agredir o corpo todos os dias, o dia todo, e outra é fazer isso esporadicamente: um dia, um período, o final de semana, uma vez ou outra, para cometer alguns pequenos “abusos” é menos prejudicial do que fazê-lo sempre.

DENTRO DE LIMITES
Não ter um estilo de vida perfeito, ideal, não significa viver sempre cometendo o extremo do abuso. É melhor não exagerar, não chutar o balde. Não se trata de nunca fazer uma extravagância, mas, de limitar as agressões ao que o corpo pode suportar, sem se fragilizar, podendo seguir funcionando bem, sem adoecer.

COMPENSAÇÃO VALIOSA
Saiu do sério, fez uma extravagância maior ou menor? Compense: logo a seguir, no mesmo dia ou no dia seguinte, descanse seu corpo, comendo menos, pulando uma refeição, fazendo um dia de jejum e bebendo muita e muita água.

DOMÍNIO PERIGOSO
É preciso cuidado, estar atento, para conseguir estabelecer limites e não se deixar dominar pelas práticas prejudiciais, pois elas determinam vício, dependência e o desejo cada vez maior de usá-las.

COSTUMES ESTABELECIDOS
Há quem consiga viver dentro de princípios mais rígidos de hábitos de vida e saúde, sem sofrer, sem que isso represente sacrifícios. Para essas pessoas, os bons hábitos se tornam automáticos e absolutamente prazerosos.

PRÁTICAS NATURAIS
A perseverança na prática dos hábitos saudáveis faz com que eles se tornem naturais, fáceis de ser observados; não são pesos e não exigem provas permanentes e insuportáveis de renúncias. Enfim, segui-los não é uma luta; obedecê-los não é um sofrimento.

VIDA NOVA
Bem cuidado, o corpo deixa de depender dos prazeres prejudiciais e passa a viver muito bem sem eles. Não é uma eterna batalha para controlar desejos não saudáveis; eles, simplesmente, desaparecem.

FAZER O POSSÍVEL
Sem não fizer o ideal por sua saúde, faça o possível, faça o seu melhor. Você vai se
surpreender fazendo o que imaginava não ser capaz; mudando o que achava não ser possível mudar e, assim, conquistando benefícios extraordinários para sua vida. E lembre-se: se abusar não chute o balde.

Dr. Belmiro d'Arce
Dr. Belmiro d'Arce
Dr. Belmiro d'Arce fala sobre a importância de promover a saúde em todos os meios, inclusive na gestão de empresas. É médico pediatra, professor, empresário, orientador e palestrante.

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